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Orientação sobre mediunidade no conceito do TEUCPV

Todos os espíritos encarnados neste plano vêem acompanhados de alguma sensibilidade, de algum tipo de mediunidade, que se manifesta ao início de sua vida ou a partir de um determinado momento dela e dependendo do estímulo que receber, torna-se mais intensa. É a prática bem desenvolvida, dirigida e orientada desta sensitividade que a aprimora ao longo da vida, desde que seja tratada com aceitação, seriedade e comprometimento.

Estes manifestos mostram-se através de sensações, visão, premunição, sentido, incorporação da Entidade que o acompanha, sensibilidade a presenças de energias, sejam elas boas ou ruins, percepções, facilidades que se destacam através de habilidades voltadas a música, pintura, escrita, conhecimentos e outros, trazidos de outras vidas que é permitido fazer uso no plano terrestre. Toda esta gama de sensações e sensibilidades são vistas e sentidas a princípio como algo estranho, sem uma motivação aparente aos olhos dos leigos. São sentidas por alguns, de acordo com o grau de maturidade, conhecimento e estudo que lhes permita interpretar estas reações involuntárias, mas principalmente são percebidas por outras pessoas com as quais convivem através das mudanças de comportamento, ou detectando a existência ou o surgimento de outras habilidades que podem se manifestar já na infância ou ao longo da vida. 

A Mediunidade é uma predisposição do espírito encarnado que já traz em suas características os traços da mesma, que virá direcionado e definido na sua linha de desenvolvimento e evolução, exercida através de suas habilidades de ordem puramente sensitiva, tais como de cura, orientação à incorporação e outras, que já é de natureza do espírito e que somente irá se aprimorar através do exercício da mesma. Por outro lado existe o aprimoramento mediúnico cujo desenvolvimento vem através do exercício das profissões, sendo elas das mais diversas áreas, além das habilidades, artesanais e de ofícios. É o trato e a trajetória dentro destas habilidades que levarão à fundamentação e à prática da mediunidade que se destacará quando do chamado da espiritualidade para o desempenho dos trabalhos voltados aos objetivos pré-determinados, atendendo as ações destinadas ao beneficio da humanidade e principalmente à evolução espiritual. Exemplificando esta prática através do uso da profissão, cita-se a intervenção da espiritualidade na atividade médica, onde mentores de uma casta médica espiritual atuam em parceria com os Médicos e a medicina da terra em processos de cirurgia, diagnósticos e pesquisas, auxiliando não apenas na cura e na identificação das doenças, mas principalmente em uma ação direta sobre o espírito, procurando dar-lhe equilíbrio, tranqüilidade e segurança e, mesmo sobre o próprio Médico dando-lhe confiança, aguçando sua capacidade Médica, fazendo com que possa através de uma sintonia mais forte com seus Mentores espirituais, obter maior êxito nos procedimentos dos quais participa. 

A Mediunidade caminha de diferentes formas como já foi mencionado e com diferentes sintomas e sensações, cujas características identificam o tipo e a linha mediúnica predominante. Dentre os vários tipos algumas exigem um maior controle e seriedade em seu trato, e a de incorporação é uma delas, pois pode dar vazão a fantasias, mistificações e atos governados pelo capricho e vaidade do Médium ou mesmo pela imaturidade e fragilidade de um iniciante que se submete a uma incorporação sem o devido respaldo de um Templo Espiritual. 

A incorporação não é inerente a todos os Médiuns e quando forçada, pode se tornar somente uma farsa, podendo causar uma manifestação equivocada vinda somente do Médium, levando a situações de conflito ou desencadear um processo de descontrole, não se definindo como uma incorporação, mesmo que seu corpo responda de forma diferente. Muitos se deixam entregar a estes estímulos, os quais podem incorrer em prejuízo do próprio Médium e, sendo este de consulta o prejuízo será ainda maior, gerando uma relação de desconfiança e aversão por parte de quem está em consulta, afetando a credibilidade, o que pode levar a uma descrença por parte dos freqüentadores na firmeza e seriedade da Casa. 

Caso não haja uma conduta apropriada, firmeza, boa orientação, atenção e cuidados necessários para uma incorporação, ou mesmo uma ação consciente estimulada pelo Médium sobrepondo a Entidade, pode-se desencadear uma sequência de acidentes ou mesmo manifestações de Entidades que não são as do Médium, podendo ser inclusive interferências de espíritos sem luz para conturbar e desestabilizar os trabalhos. Esta é uma preocupação que se deve ter em toda e qualquer manifestação mediúnica. 

A conduta e postura no exercício da mediunidade devem ser encaradas com extrema seriedade e somente deve ser externada sob o amparo da corrente de um Templo Espiritual solidamente assentado. 

O Médium deve deixar a entidade fluir segura e naturalmente de forma a poder controlá-la, permitindo que seja doutrinada e disciplinada conforme as normas estabelecidas pela Casa, o que a levará a um estágio de aprendizado, amadurecimento e evolução. 

A Mediunidade em hipótese alguma pode exaltar a vaidade ou manifestos da vontade pessoal voltadas a satisfazer interesses do Médium, no uso de ostentações, exibições de sensualidade ou qualquer outra postura não condizentes com o propósito e seriedade imposta pela Espiritualidade. Dentre as posturas não condizentes, destaca-se a falta de humildade e até bom senso, na exaltação do Médium a si próprio, usurpando méritos que não são deles, mas sim das Entidades, na orientação, auxilio na cura, encaminhamentos bem sucedidos na vida das pessoas, e tantos outros benefícios realizados aos consulentes. As próprias Entidades necessitam por um lado do apoio e permissão do plano espiritual, e por outro do Médium, para tornarem viáveis estes benefícios, não sendo também uma ação isolada. Os Médiuns são tão somente, veículos de intermediação para a ação das Entidades na realização dos benefícios que lhes são permitidos propiciarem. Os Médiuns são e devem comportar-se apenas como servidores da espiritualidade, não se deixando enaltecer por agradecimento, elogios ou comentários que exaltem seu ego, empolgando-se ou mesmo fanatizando-se, interferindo de maneira negativa no trabalho da Entidade e principalmente na relação com a mesma, provocando em alguns casos um distanciamento que sempre reverterá em prejuízo da corrente mediúnica e espiritual do Templo. Em muitos casos, as Entidades de maior luz, que se apresentam através de Médiuns com este tipo de comportamento, acabam por se afastar, abandonando-os, por não se sujeitarem à esta exposição que fere seus princípios e objetivos na busca pelo crescimento. 

A postura, equilíbrio e pensamentos de um Médium que encara com seriedade sua missão, devem ser firmes e voltados para vibração e sentimentos elevados alinhados com a doutrina da Umbanda que sempre irá pregar a caridade com humildade, respeito e fraternidade. 

As entidades que se manifestam através de um Médium não são escolhidas por ele, mas sim, já os acompanham desde outras vidas, ou são colocadas em seu caminho pela autoridade maior da espiritualidade no intuito de se ajudarem mutuamente no crescimento e evolução de ambos. 

No desenvolvimento mediúnico, devem ser observados todos os cuidados por parte do próprio Médium, do Médium de desenvolvimento, respaldado pela corrente do Templo, na identificação das Entidades que se manifestam, fazendo com que somente aquelas que os acompanham possam se apresentar, refinando e estabelecendo um canal consistente e totalmente livre de interferências. 

Entre os cuidados essenciais que um Médium deve adotar, estão às obrigações com o corpo, através do controle da alimentação e bebidas alcoólicas, banhos de defesa, limpeza do ambiente por meio das defumações, evitar confrontos e desavenças que perturbem seu emocional, firmar suas Entidades, Pai e Mãe de cabeça e demais Orixás no oferecimento de luz através das velas, descarregos, oferendas no Santuário, atenção e cuidados na conservação adequada de suas Guias e pertences das Entidades. E mais um fator de extrema importância, a correta e necessária reverência as posições de firmeza da Casa, desde sua entrada, a Mãe de Santo e Pai Pequeno, além de observar e exercer principalmente o respeito, silêncio, concentração e disciplina durante toda sua permanência dentro do Templo, mas especialmente durante os trabalhos, o que ajuda no estabelecimento de uma perfeita sintonia com suas Entidades, com as demais Entidades, toda a Espiritualidade de Comando e Chefia e no fortalecimento da corrente. 

Existe no exercício da mediunidade uma troca de conhecimentos e aprimoramento de valores e conceitos ou mesmo de alerta aos pontos de fragilidade e vulnerabilidade, que podem com eficácia auxiliar tanto ao Médium como a Entidade na correção de suas falhas e defeitos, ou mesmo tornar mais forte e vibrante a relação entre ambos, fazendo desta forma com que possam crescer e evoluir em todos os aspectos.