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O sentido e a forma da oração para a Umbanda no conceito do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde

No conceito do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde, a oração é uma conversa espontânea, sincera e descontraída com Oxalá e que não deve ser feita somente em momento de angústia ou desespero.

A oração é o agradecimento, é o clamor da alma na súplica para o alívio do sofrimento de nosso semelhante, é o pedido de lucidez para reconhecer e superar as falhas, as fraquezas, as intolerâncias e, principalmente, para crescer e evoluir como espírito e como pessoa.

Toda oração deve vir de uma reflexão sobre o propósito do que será dito a Oxalá e, durante a conversa, deve-se refletir sobre o que depende de nós para que algo seja alcançado ou melhorado, o que leva a uma reflexão final sobre quais objetivos foram ou devem ser atingidos.

A oração deve ser uma conversa amistosa mesmo que à distância, em pensamento, isenta de julgamentos, com a pessoa com quem se tem alguma animosidade, conflito, dificuldade de relacionamento do qual se guarda algum rancor, alguma mágoa onde a reflexão deve ser na busca do perdão. Se estes sentimentos forem do outro, devemos refletir sobre o mal que possamos ter causado e estarmos abertos com humildade e sinceridade para pedir perdão, buscando a disposição verdadeira para a reconciliação.

A oração é o contato estreito com os espíritos superiores, é nos fazer ouvir no padecimento e na alegria, através de total concentração em todos os momentos e locais que favoreçam esta troca durante nosso dia. É nos revigorar na confiança, na crença e principalmente na fé inabalável de que nossas dificuldades e aflições serão vencidas, com o auxilio de Oxalá, mas fundamentalmente pelo nosso equilíbrio e estabilidade, pois ao nos sentirmos fortes e capazes teremos o alívio para o íntimo e para a consciência, abrindo a visão, tornando-nos mais resistentes e seguros para encarar e superar nossos infortúnios.

A oração é, primordialmente, o agradecimento a Oxalá por todos os momentos de nossa vida, sejam eles de felicidade ou sob o julgo do sofrimento, da dor e do flagelo, visto que é através destes momentos que as lições nos são trazidas e, com certeza, cada uma delas terá como foco a correção de nossos defeitos, a mudança de nossos conceitos e valores em relação ao nosso próximo, ao mundo, às questões materiais, ao relacionamento com nossa família, com nossos filhos, com nossos Pais, com os grupos nos quais convivemos e, com certeza, com nós mesmos e com Oxalá.

Toda oração deve trazer em sua essência a fé absoluta e equilibrada, sem conotação de fanatismo, aplicada a uma crença a uma religião, a Oxalá.

Existe a oração mais voltada à coletividade, feita em grupo, que tem a força de unir as pessoas em sua evocação, para um mesmo fim, formando uma corrente, como o Pai Nosso, a Ave Maria, a Oração de cada dia e a Prece de Cáritas. Esta última foi adotada pelo nosso Templo desde os primórdios, pela sua fundadora Anna D´Orto, como uma enumeração de cada um dos pontos que devemos observar e exaltar, rogando a Oxalá para que nos purifique e nos torne dignos do Templo e Dele.

A Prece de Cáritas, em nosso Templo, é o chamado final para a unificação entre os planos espiritual e terrestre e juntando-se ao elo vibrante do toque dos atabaques, em harmoniosa sintonia com os pontos aos Orixás, que também são preces, estabelece a comunhão de todo o ambiente com as colônias espirituais que envolvem o Templo, levando ao fortalecimento da corrente, de todos os Médiuns e frequentadores.

A oração não pode ser evasiva, não deve trazer traços de egoísmo e injustiça, não deve ser encarada como uma forma de redimir-se de pecados, pois isto somente se consegue através de uma mudança interna. Deve-se orar com retidão, deve-se ter profundidade e sentimento, para que se possa ultrapassar as dimensões do espírito e ir muito além do que pode chegar à imaginação ou o alcance do conhecimento e sabedoria do ser humano.

A oração é o recado sagrado e puro vindo do sigilo da mente e da alma e que deve fluir espontânea, sincera e verdadeiramente como lágrima ou como sorriso vindos de seu íntimo com vigor e força suficiente para alcançar e tocar as mãos e o Amor de Oxalá.