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Cerimônia do Casamento no Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde

Escrevendo mais um capítulo de nossa história, lembrei-me que o primeiro casamento realizado pelo Caboclo Pena Verde que incorporava Dona Anna D`Orto, Babá e fundadora do Templo Caboclo Pena Verde, ainda em seu antigo endereço, foi o meu.

 

Hoje como realizo muitos casamentos através da Cabocla Jurema, pude constatar a evolução também no que se refere a essa cerimônia em razão das transformações e mudanças de toda ordem ocorridas no mundo em que vivemos.

Lembro bem que chorei demais, aliás, todos que ali se encontravam, porque foi diferente de tudo o que já havia visto e ouvido, muito diferente do que era convencional, havia algo diferente um ingrediente diferente, algo que nos envolvia com muita vibração e a todos que estavam ali. De forma nenhuma desmerecendo o casamento convencional em uma Igreja que sempre e lindo e marcante.

Casar os espíritos, unir as almas que já vem com um elo espiritual, e uma missão para ser cumprida, mesmo que já tivesse lido em algum lugar, me soou diferente, pois ler ou ouvir falar é uma coisa, estar lá e sentir é outra totalmente diferente, dava a impressão que me cobravam ainda mais responsabilidade do ato que havia escolhido para minha vida.

Lembro que o Caboclo Pena Verde pedia para não filmarem ou fotografarem seu rosto, e para que isso não acontecesse, Ele colocava no seu penacho, um colar de miçangas verdes  de várias voltas na frente do rosto evitando assim a visibilidade natural do rosto do Médium em sua expressão sob incorporação, assim como, a sua exposição em espaços ou veículos de comunicação de forma inapropriada e desnecessária, conforme prega os preceitos da Umbanda, de uso da simplicidade sem exposição e da privacidade assegurada para todos.

Hoje a cerimônia continua tão linda e profunda quanto antes, são várias as pessoas que vem assistir ao casamento espiritual sem nunca sequer antes ter pisado em um Terreiro de Umbanda, e ficam maravilhados e extremamente comovidos com as palavras ditas pela Entidade que conduz o cerimonial, mas é impossível evitar que praticamente, após alguns segundos, fotos e comentários estejam postados na internet, nas redes de relacionamento como o face book da vida.

Acredito até que compartilhar momentos especiais com todos que gostamos e por impossibilidade de estarem presentes, faz parte da evolução digital ou tecnológica, mas infelizmente pessoas com as quais não se tem a menor afinidade, acabam sendo incluídas, e não raras vezes este é usado de forma negativa, maldosa ou mesmo discriminatória, o que acaba por ironizar e distorcer o sentido real, a fiel e exata realidade da Umbanda, que é nossa religião, de seus rituais e cerimoniais tão ricos, tão lindos e de uma energia que somente quem já participou pode descrever.

Estou certa de que, se estas pessoas de forma séria, isenta e honesta participassem de um destes cerimoniais, mudariam totalmente seus conceitos distorcidos e, passariam a atribuir a Umbanda todo respeito e valor que ela merece.

Da mesma forma se as pessoas que vinculam fotos e informações em face book e outros meios de relacionamento, sobre assuntos relacionados a Umbanda ou a um Templo, o fizessem de forma cuidadosa e responsável, observando melhor o uso das palavras e seu sentido, evitariam distorções propositais ou interpretações erradas, comprometedoras e totalmente desgarradas da verdade.

Não sei como o Caboclo Pena Verde agiria hoje com essa situação, mas sei que tento de todas as formas, junto com a Cabocla Jurema e meus Filhos de Fé, contornar esse incomodo e me posicionar aceitando as inovações e exigindo o respeito a minha, a nossa religião, tão simples, tão séria e tão amada, de objetivos e missão tão nobres que só poderia nos ser dada por um Ser muito Superior.

Escrito por Sônia Moreno, Mentora e Babá do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde em 28/10/2012.