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Comemoração em Homenagem a Iemanjá

Vivemos mais um momento de êxtase no último sábado, 24 de novembro, com a festa em homenagem a Iemanjá e, em meio a toda aquela energia, vibração e força espiritual, lembrei-me muito bem da primeira vez que eu e minha família viemos a este mesmo lugar na Praia Grande para comemorar o dia do Orixá de sintonia maior com a Umbanda.

 

Quando se fala em Iemanjá, automaticamente se associa a um Terreiro de Umbanda, sua imagem em várias praias do litoral paulista, tem frequência direta durante todo o ano.

Foi tudo maravilhoso, a energia é muito maior, pois estamos em sua Casa, em seu ambiente, e a vibração tão direta, tão intensa, nos impulsiona e aumenta ainda mais a imantação para uma incorporação completa com a força e ao mesmo tempo a doçura séria desse Orixá, características marcante da personalidade de um filho de Iemanjá.

A entrada do barquinho no mar, onde são levados os nossos pedidos e nossos agradecimentos, foi uma emoção e uma sensação, associada à visão que permanece até hoje em nossa mente, que se instala em nosso corpo e nosso espírito e não nos deixa, pois diz à lenda que o barquinho tem que virar naturalmente ao impulso das ondas do mar, domínio de Iemanjá, em um ato que demonstra a sua aceitação a nossos agradecimentos e a realização dos pedidos.

Mas quando nossa Casa iniciou os trabalhos na praia, ainda não havia o Santuário Nacional de Umbanda no Montanhão, onde hoje realizamos todo mês, uma entrega as Entidades e Orixás que são homenageados naquela data, sendo assim, era uma verdadeira mudança para a praia, pois levávamos todo o Conga, além das imagens de todas as Entidades  e Orixás, seus respectivos apetrechos, bancos, esteiras, velas, flores, barco para a entrega no mar, barraca para nossa troca de roupa, além de um toldo para montar o Conga e protegê-lo.

Um dos filhos da Casa que tinha um caminhão, por sinal bem grande, que nos cedia para o transporte de todos os itens que faríamos uso nas entregas e homenagens. Um dia antes, nos juntávamos para embalarmos todas as imagens e colocávamos em caixas de madeira, e por incrível que possa parecer este enorme caminhão começou a ficar pequeno, porque a cada ano que se passava, mais aperfeiçoávamos nosso trabalho, as entregas, e muito mais coisas acrescentávamos para que nossa obrigação fosse sempre melhor e mais perfeita possível digna de nossas Entidades e Orixás.

Chegávamos à tarde de um sábado, batíamos durante a noite toda e terminávamos exaustos na tarde de domingo. Imaginem bater para todos os Orixás e Entidades em um mesmo dia, dar passagem para todos, oferecer-lhes flores, os alimentos específicos de cada um, pois naquele tempo ainda se cultivava muito esse hábito de entregas mais suntuosas e bem fartas.

Todas essas providências, oferendas, entregas estavam relacionadas ao nosso Templo de Umbanda, mas, além disso, ainda haviam todos os apetrechos de cada filho e suas respectivas entregas. Por várias vezes, parávamos na estrada e procurávamos uma clareira no meio da mata para assentar nossa obrigação, esperávamos que as velas acabassem para nos assegurar que não pegaria fogo na mata, recolhíamos as sobras de velas e todo lixo acumulado, material não utilizado, e seguíamos viagem para a praia para concluir nossas oferendas e homenagens, as Entidades e Orixás da linha da água, do mar.

Hoje é tudo bem mais tranquilo, na homenagem a nossa querida Mãe Iemanjá. Levamos apenas um barquinho de material reciclável, confeccionado pelo pai de uma filha da Casa. Cada filho leva suas velas que são acessas nos veleiros existentes ao lado da imagem de Iemanjá, as flores para enfeitar o barquinho, e muitos agradecimentos e fortalecimento de nossa fé, de nossa crença em nossos Orixás, para continuar a nossa caminhada no ano que entra e na continuidade de nossa missão neste mundo, dentro da nossa amada Umbanda.

Em nossa homenagem formamos um círculo com os filhos da Casa em frente a imagem e saudamos apenas as Entidades e Orixás ligados as águas salgadas, colocamos nossos pedidos no barco, cobertos pela flores, e depositamos uma carga enorme de emoção, expectativa, fé, agradecimento, que ainda levo comigo, isso nunca deixarei  de sentir e levar junto de mim por onde for.

Texto criado por Sônia Moreno, Mentora e Babá do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde em 11/11/2012.