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Orixá Iemanjá, Rainha do Mar

Iemanjá é a rainha do mar, de todos os mares. Não existe neste mundo uma única porção de terra que não esteja envolto pelas águas salgadas, domínio de Iemanjá das profundezas a superfície. Suas águas abrigam um mundo fértil, e sustentam vidas muitas ainda desconhecidas, em seu interior e prove o alimento dos povos desde o surgimento dos mares neste planeta.

Ela ofereceu a Oxalá o alimento extraído de suas águas e Ele o recebeu com grande apreço e júbilo, depositando nele o fluido de sua energia, e o compartilhou com os homens que se alimentando das mãos e da energia de Oxalá se tornaram Orixás pregadores, guias e orientadores do espírito e da humanidade no ensinamento e divulgação de suas leis e mandamentos.

Consideradas as proporções de seu domínio, é um Orixá de grande força sobre a terra e quando se junta aos ventos de Iansã, se tornam muito mais poderosas, podem invadir, mudar e transformar relevos de grandes extensões de terra, fazendo surgir algo novo obrigando os povos a se unirem e reagirem fazendo uso de sua capacidade criativa para sua defesa e subsistência.

E por essas suas características e poder é o Orixá feminino da geração e seu campo de atuação é a proteção da vida em todos os sentidos. Ela simboliza o sentimento da maternidade, do cuidar, da fertilidade. Estimula o impulso de qualquer tipo de criatividade, dos relacionamentos entre os casais, da autoestima de cada ser humano e de suas relações com o meio ambiente e com os outros seres viventes.

Através de sua influência os seres encarnados buscam experiências e emoções que trarão a energia necessária para compor o equilíbrio emocional tão necessário para a continuidade da vida e superação dos obstáculos e problemas encontrados.

Ela rege o instinto maternal e o paternal. Abençoa, protege e harmoniza as famílias, os namorados, os laços entre irmãos e casais, grupos de relacionamento de trabalho e outros, a amizade leal e sincera.

É símbolo de fertilidade, da vastidão, da fartura, da concepção e do surgimento da vida, assim como é o mar, pode trazer a calmaria, mas também grandes tempestades, sempre com o objetivo de despertar o sentido justo, o respeito, a seriedade e o comprometimento no trato com o que é natural, com o que é natureza seja ela universal ou íntima, na essência do homem.

Seus devotos levam a ela seus objetivos de vida, seus anseios, desejos e expectativas, suas queixas, dores e sofrimentos e esperam que ela interceda favoravelmente em suas questões.

Ela rege a vida das mulheres e suas mudanças físicas e mentais, pois assim como a lua tem suas fases e influência às marés, as mulheres precisam se conhecer intimamente, saber de sua capacidade, dotes e sentimentos, para ter uma vida plena, buscando a realização e a felicidade. Ela também desperta no homem uma maior sensibilidade, o instinto de proteger, de reunir, agrupar, de conciliar, o instinto da busca perseverante pelo melhor para ele e para os que dele de alguma forma dependem. Estas características ou parte delas estão muito presentes nos Marinheiros que passam grande parte de suas vidas nos domínios de Iemanjá.

É a senhora do perdão, do amor incondicional, o amor de Mãe para com seus filhos.

Ela nos convida a banhar em suas águas e entregarmos a ela todas as nossas amarguras, decepções, dores, tudo aquilo que pesa em nossos corações. E o poder e energia de suas águas vastas e dominantes irão nos equilibrar, reenergizar, renovar e nos isolando de todo efeito ruim em nosso interior e a nossa volta.

Sábado é seu dia e azul claro é sua cor. É sincretizada com Nossa Senhora da Imaculada Conceição ou com Nossa Senhora das Candeias e comemorada no dia 08 de Dezembro na Umbanda e 02 de fevereiro no Candomblé. Também em muitos locais no Brasil é festejada na passagem do ano, onde seus devotos entregam oferendas ao mar, principalmente para agradecer o ano que passou e pedir bênçãos e proteção para o ano que se inicia.

Sua saudação é Odô Iyá Iemanjá, Ajejê Lodô! Ajejê Nilê! Que significa “Mãe das águas, Iemanjá, pedimos paz nas águas e paz no lar!”.

As filhas de Iemanjá primam por sua individualidade e liberdade. São sérias em tudo o que se propõe a fazer, lutam por seus sonhos e interesses e têm uma tendência a querer impor sua vontade e fazer prevalecer sua opinião sobre os outros. São teimosas em suas ideias e usam de artimanhas para fazer prevalecer suas vontades. São obstinadas e voluntariosas, convincentes em suas argumentações, perseverantes e lutarão quase sempre em causa própria quando forem injustiçadas. Da mesma forma abraçam causas não suas e com o mesmo empenho luta e as defende. Sempre intervirão por seus filhos com extrema fúria ser for necessário, e serão ótimas conselheiras e harmonizadoras.

Texto criado por Rossana Di Natali com a colaboração de Carlos Feitosa, Médiuns do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde.

Os Orixás do Mar representam três diferentes fases da vida de uma pessoa, principalmente das mulheres.

Janaína é a Sereia do Mar, representa a fase da adolescência, a fase de desenvolvimento da menina em mulher, e principalmente o momento de passagem de filha para Mãe. Presente e vibrante nesses momentos de desenvolvimento da mulher e no início da gravidez. Elas representam a superfície do mar, o vai e vem das ondas, que por horas podem ser de calmaria e outras de imensa agitação, assim como as adolescentes que o humor pode mudar de um momento a outro sem razão. Na manifestação desse Orixá, geralmente, elas dançam no vai e vem das ondas e vão embora mergulhando da superfície para dentro do mar.

Iemanjá representa a mulher mais madura, é a Rainha do Mar. Ela representa o próprio mar, da superfície ao fundo, com toda a sua imensidão e energia, que independente da agitação da superfície, se mantém constante e sereno. Nessa fase, a mulher já Mãe e mais experiente, prevalece à tranquilidade, a segurança e a perseverança em cumprir com seus objetivos e missão. É defensora inabalável de seus filhos. Na manifestação de Iemanjá, elas seguem o movimento de todo o mar de forma suave e serena, até rolam, e apenas se afastam dos médiuns vagarosamente.

Nanã é a representação da Avó, é um Orixá já muito antigo de luz imensurável. Ela está mais presente no momento de vida em que a mulher se encontra mais sábia, mais paciente, mais vivida e com muita experiência e lições para dar aos filhos e netos. É um Orixá muito antigo e representa o fundo do mar, a sedimentação, tudo aquilo que por anos vai se acumulando nas areias, é o que somou de tudo o que já passou e já viveu naquele mar. Na manifestação de Nanã, a matéria se encurva pela luz e energia desse Orixá tão antigo, elas dançam e giram transmitindo sua força que pode ser sentida por todos a sua volta, e é a sensação de ter carregado um peso muito grande que fica quando ela se afasta.

Mensagem proferida pela Entidade Marinheiro Luigi através do Médium Renata Gimenez Costa do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde.