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VISÃO DOS ORIXÁS, por Maura Tesser em 02/01/2011

Numa praia deserta caminhava um filho de fé... 
Atormentado por suas mágoas e provações, 
buscava um alento, um consolo. 
Buscava forças e um sinal de esperança para poder continuar lutando...

Olhava fixamente a água do mar, as ondas quebrando e vindo do horizonte a seus pés se esparramar... 
Uma lágrima entristecida cobriu-lhe a face, seu coração, apunhalado pelas intrigas e maldades dos seus irmãos, já se tornava insuportável... 

¨Então¨... 
Quando percebeu já estava distante e notou já estar entardecendo... 
O vento soprou em seu rosto e veio a sua intuição...

 


... A senhora dos Ventos, Mãe Iansã. Saudou-a com alegria e sentiu suas mágoas serem levadas pelo vento e a paz começar a renascer... 

Olhou para a ponte e viu no céu as nuvens avermelhadas. Então com grande força saudou o Senhor das Demandas, seu Pai Ogum, e aos poucos o peso que lhe afligia se quebrava, e continuou caminhando... 

Observou num riacho desaguando no mar, peixinhos dourados a cintilar, foi então que seu coração se encheu de doçura e saudou Mamãe Oxum, que o abençoava com seu sagrado e divino manto... 

Aos poucos, leves gotas de chuva tocaram a sua pele e a paz de espírito e o amparo que sentiu o fez lembrar Nanã Buruque, que com sua lama sagrada aliviou por completo suas dores causadas pelos tormentos materiais e espirituais. Saudou-a com grande festividade... 

Perdido em pensamentos, o filho de fé caminhava fascinado, quando de repente a brisa tocou seus cabelos, trazendo junto com ela folhas distantes e sem hesitar saudou Pai Oxossi e pediu, em sua mente, que aquelas folhas lhe purificassem e o livrassem de todos os sentimentos impuros. 

Sua concentração foi interrompida ao ver um raio iluminar o céu... ouviu um alto estrondo que lhe encheu o peito de coragem. 

¨Kaô Kabecilê¨... sentiu a mão forte do seu Pai Xango e, então confiante, não mais sofria pelas injustiças, pois seu Pai lhe protegia... 

Admirado, sentou-se a beira-mar, olhou o céu, viu uma constelação e lembrou-se das almas benditas e dos adoráveis pretos-velhos, e sem se esquecer do bondoso Pai Obaluaê, que aos poucos, com seu fluido, curava as chagas do seu corpo e espírito... 

Fixou o olhar no céu e nas nuvens brancas a rodear as estrelas, uma das quais brilhava e cintilava como se fosse o centro do Universo e então, humildemente, nosso irmão de fé agradeceu a Pai Oxalá por ter lhe dado o Dom da Mediunidade e poder levar alento e paz aos irmãos necessitados... 

Então, um perfume exalava de dentro do mar... eram rosas perfumadas que chegavam a seus pés e foi quando avistou Mãe Iemanjá. Seu coração não se continha de tanta alegria, sua mãe o amparava e o confortava, e veio a sua mente... 

¨A elevação do filho de fé... Não está na força ou sabedoria, mas sim em seu coração... 
Porque ele pode saber pouco ou não ter força alguma. 
Mas sente a essência e o fundamento da verdadeira Umbanda... 
Paz, Amor e Caridade!!!”