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Sete lágrimas de um Preto Velho

Este texto foi escolhido como tema para preleção e para ser colocado no Site do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde, pela Médium, Rossana Di Natale. O texto revela uma realidade vivida até os dias de hoje dentro nas Casas e Templos de Umbanda, tão bem definida nas palavras de um Preto Velho, muito verdadeira, tocante e triste, e por isso das lágrimas descritas nele.

 

É uma chamada a reflexão íntima no sentido espiritual, principalmente de frequentadores da Umbanda e umbandistas, mas principalmente para os Médiuns que se dizem umbandistas e que vivem a Umbanda em seu dia a dia. Que deveriam saber, respeitar e dar importância a relação com a espiritualidade, com Entidades e Orixás, pois sabedores deste significado, haveria uma preocupação muito maior quanto ao que de fato representa como motivo de estarmos presentes neste plano, bem como nos conservar em sentimentos, pensamentos e condutas dignas, como dignas são as respostas que ela nos dá, se aliando estreitamente ao Médium como parceiros sinceros e respeitosos, unidos em missão como se fossem únicos. Deixando de lado a visão e os interesses individuais e em muitos casos egoístas e sórdidos. 

Sete lágrimas de um Preto Velho

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, fumando seu cachimbo, um triste Preto Velho chorava. De seus “olhos” molhados, esquisitas lágrimas pelas faces e seis porque as contei… Foram sete. Na incontida vontade de saber aproximei – me e o interroguei: fala meu Preto Velho, diz ao teu filho por que externas assim uma tão visível dor? E ele suavemente respondeu: estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas estão distribuída a cada uma delas.

A PRIMEIRA, eu dei a estes indiferentes que aqui vem à busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber…

A SEGUNDA , a esses eternos duvidosos que acreditam , desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam.

A TERCEIRA, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda, em busca de vingança, desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.

A QUARTA, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar – se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão:

A QUINTA, chega suave, tem o riso, o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: creio na Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo.

A SEXTA, eu dei aos fúteis que vão de Centro em Centro não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.

A SÉTIMA, filho, nota como foi grande e como deslizou pesada? Foi a última, aquele que vive nos “olhos” de todos os Orixás. Fiz doação dessas aos Médiuns vaidosos que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo materno e espiritual
Assim filho meu, foi para esses todos que vistes cair uma a uma as Sete Lágrimas de um Preto Velho.

Autor Desconhecido