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A importância de nos expressar quando em dúvida, buscar o esclarecimento.

Devemos sempre expressar nossas dúvidas, pensamentos e opiniões sem titubear, principalmente quando se trata de assunto relacionado à espiritualidade ou ao nosso Templo.

Temos que ser, com respeito e ponderação, abertos e sinceros, com nós mesmos e com os outros, em qualquer lugar e momento de nossas vidas, desde nossas casas, no trabalho e principalmente na Casa Espiritual que frequentamos. É isso que dá sentido a uma religião, a uma crença, a uma fé, interesse pelo aprendizado, sinceridade e lealdade.

Quando vocês manifestam suas opiniões, seus pensamentos, dá a todos a oportunidade de corrigir algum mal entendido, uma interpretação errada, ou alguns equívocos de ambos os lados, e isso é sempre favorável para todos.

Cada um tem sua forma de ver as coisas, com base em suas experiências, conhecimento, vivencia e informações recebidas de diferentes fontes, de seus próprios conceitos e valores que devem ser aceitos e respeitados, porém nem sempre acolhidos, pois podem não se aplicar a forma e a realidade presente, podendo contrariar regras e normas existentes, que da mesma forma devem ser aceitas e respeitadas por cada um.

A formação hierárquica de um Templo, seja espiritual ou em Terra, deve ser entendida, aceita e respeitada. Não porque esta hierarquia dê ou possa dar conotação de superioridade, mas porque deve haver um comando, posições a serem consideradas como importantes e necessárias para a melhor condução das atividades dentro de um Templo ou em qualquer outro lugar que a mesma se aplique.

As denominações, Mãe de Santo ou Pai Pequeno, trazem com elas obrigações e missão que lhes foram confiadas com objetivos puramente espirituais, que não foram estabelecidos por eles, mas por quem na Espiritualidade os levou até onde estão, principalmente a Mãe de Santo que vem formada de outras vidas dentro de uma genealogia espiritual de Mães de Santo ou Pais de Santo.

O Pai Pequeno é um apoiador e um executor das ações do plano espiritual que se aplica e da sustentação ao Templo, e a seu Comando seja em Terra, assim como espiritual, e esses laços de obrigações desce a cada um dos Médiuns componentes de uma Corrente, Ponteiros, Centrais de Segurança, Ponteiros de Tronqueiras, Cambones, Apoio, Médiuns das Correntes dos Trabalhos de Descarrego, Oração e Médicos de Cura.

Somos iguais em nossa importância, somente diferenciados pelas atribuições que nos foram dadas e nos papeis que executamos, que se alteram sempre que necessário ou de acordo com o desenvolvimento, amadurecimento que atingimos em nossa sensibilidade mediúnica, que permite melhor atender as necessidades do Templo, de sua Mãe de Santo e da Espiritualidade que o governa, isso quando o fazemos com seriedade, compromisso e dedicação, sem medir esforços, cumprindo com nossas obrigações, obedientes as normas e regras, sem medir se algum outro faz mais ou menos, quando estamos preocupados com a melhor desempenho de nossos papeis, voltados e conscientes do crescimento espiritual que temos e precisamos atingir. Para que se receba determinadas atribuições dentro de um Templo, a Espiritualidade que o comanda, analisa diferentes fatores, os quais em sua maioria não temos o menor conhecimento. Existem algumas sensibilidades que se desenvolvem em nós e que nos permitem sentir, ao momento que julgarem necessário, assim como a aproximação de novos Mentores, que são inseridos na Casa e na Corrente, que através de nós vão se manifestar garantindo a continuidade e a evolução que irá fundamentar a meta estabelecida para o propósito maior da Umbanda, de nosso Templo e para cada um de nós, como componentes de todo este processo.

O desenvolvimento e aprimoramento destas sensibilidades também nos permitem estar mais aderentes, sentir e agir na obediência as normas e diretrizes da Casa, aos pedidos e orientações das Entidades de Comando e Chefia, antes, durante e depois das Giras ou de qualquer outro trabalho. Sensibilidade esta, que não é uma exclusividade de nenhum Médium, todos os Médiuns de uma Corrente e mesmo fora dela, podem desenvolver, dependendo do grau e tempo de envolvimento com a espiritualidade e a evolução que atingiram, dando a espiritualidade, a confiança necessária para fazer uso da mediunidade deste Médium.

Dentro de todo este cenário, movido espiritualmente, existe também a expressão do respeito, onde a hierarquia da Casa deve ser reverenciada, na espiritualidade, saldando a entrada e os pontos de firmeza do Templo, a entrada no Terreiro, a espiritualidade através do Conga, sem tocá-lo, a Oxalá, dono e residente do Templo, as Entidades do próprio Médium, a seus pais de cabeça e a Esquerda, com os agradecimentos e a firmeza das velas.

E sem dúvidas a saudação e a reverência a Mãe de Santo, isso é a demonstração do respeito e do quanto este Médium é de fato componente realmente integrado ao Templo e a Corrente, bem alinhado com os objetivos de seu Comando.

A atitude de reverência e respeito deve se estender além do ambiente religioso, porém atendendo a uma discrição lógica e madura, um comportamento que com o tempo se torna natural, espontâneo como toda manifestação de respeito deve ser.

Sabemos que ninguém vai reverenciar alguém ou alguma coisa por 24 horas, sabemos que, nem um Orixá, nem Oxalá é reverenciado 24 horas, muito pelo contrário pode até ser esquecido por muito mais de 24 horas, e somente lembrado quando se enfrenta algum apuro, dificuldade ou doença. Como é que se poderia pedir que fosse feita uma reverência de fato para alguém ou mesmo uma Mãe de Santo por 24 horas? Não é o caso, o que se quer dizer é que devemos sim, expressar toda uma força de positividade e equilíbrio físico, emocional e espiritual a líder espiritual que nos arrebanha, nos agregando em uma caminhada de progressão espiritual, a qual dedica seu tempo na quase totalidade, aos cuidados com o Templo e seus Filhos, no trato direto com a espiritualidade que dita sua missão neste plano, fazendo suas orações para o equilíbrio da vida, da saúde e do vigor espiritual de seus Médiuns, fora e dentro do Templo, a cada trabalho ou evento espiritual da Casa, promovendo a firmeza da Casa, dela e de cada um dos Filhos, e dependendo do trabalho ou da necessidade dirige seu pensamento, referindo-se pelo nome a cada um que requer um maior cuidado. Quando ela está impossibilitada de fazer, esta ação cabe ao Pai Pequeno e na sequência os Ponteiros de frente e assim por diante, dentro do quadro hierárquico estabelecido dentro da Corrente.

Isso também deveria da mesma forma ser feito pelos Filhos para ela ou mesmo para a Casa. São pouquíssimos os Filhos ou quase nenhum que o fazem, alguns não fazem nem por eles mesmos o que mostra a importância e o significado que dão a Casa que os acolhe e suas Entidades e ao que ela representa. Como vocês acham que a Espiritualidade entende este tipo de comportamento? A que grau de evolução este Médium pode chegar? Que maior contribuição podem dar ou podem ser escolhidos a dar? Não preciso responder.

Portanto uma Mãe ou um Pai de Santo não estão meramente a frente dos Filhos, na orientação e direção, vão muito além disso, muito além do comum e corriqueiro entendimento, e não estou criticando a ninguém por isso, pois muitos Filhos, desconhecem este aspecto, pensam simploriamente, e é por isso que estamos ministrando estes cursos, para dar uma melhor visão e entendimento do papel de cada um como Médium dentro de Templo, o que se espera dele, que contribuição estão e serão preparados a dar.

Uma Mãe ou um Pai de Santo são diretamente responsáveis pelo desenvolvimento mediúnico de seus Filhos, sendo apontados e cobrados pelo sucesso e pelo insucesso deste desenvolvimento, é claro considerados os aspectos de interesse deste Filho em querer evoluir, se aprimorar mediunicamente dentro das regras de disciplina e compromisso que a Umbanda exige.

Mas tem um outro fator onde reside o maior desconhecimento ou equivoco no entendimento do papel de uma Espiritualidade séria e bem consolidada, um Templo Espiritual de Umbanda, seus Orixás e Entidades de Comando e Chefia reverenciam e cuidam de todos os seus Filhos e de todos que recorrem a eles, 24 horas por dia, 7 dias da semana, em todos os dias do ano, sem pedir nada, somente pelo fato de estarem dentro de seu alcance e sintonia espiritual e por saber das dificuldades de cada um e o quanto precisam estar bem para se doarem de verdade e por inteiro, com certeza nem metade de nós doa-se como se deveria ou se espera, muitos de nós não estamos nem próximo de algo assim. Ou seja, esta afirmação de que todos somos iguais perante a Espiritualidade, menos ou mais desenvolvidos é uma grande e fatídica utopia, totalmente enganosa, pois tem Médiuns menos desenvolvidos que estão totalmente integrados a Corrente, são dedicados e concentrados, conscientes de seus deveres e do significado de estarem ali. Assim como tem Médiuns mais desenvolvidos em sua espiritualidade na relação com suas Entidades, que são dispersos sem a menor dedicação e as vezes totalmente desintegrados da Corrente.

Ai você me pergunta como então podem ser mais desenvolvidos? Porque nem sempre a conduta do Médium está compatibilizada com suas Entidades, que podem ser de grande luz, serem canais espirituais de comunicação mais aberto e fluídica ou como instrumentos mais favoráveis de trabalho no plano espiritual e em Terra, apesar de terem Médiuns incompatíveis e desalinhados com estas características. Este Médiuns podem ser mais esclarecidos, mais experientes, de uma maior vivência junto a Espiritualidade, o que os fazem um pouco mais desenvolvidos e até conhecedores de muitos aspectos da doutrina, porém em hipótese nenhuma isso os faz uma melhor ferramenta para a ações da espiritualidade.

O que ocorre é que após um determinado tempo se não houver uma mudança drástica de comportamento deste Médium, todos estes dons espirituais são perdidos e as Entidades os abandonam.

Por outro lado o comportamento, o grau de doação, dedicação, comprometimento e responsabilidade dos Médiuns não é igual de forma nenhuma, outro fator que descaracteriza a tal igualdade, e a Espiritualidade sabe muito bem reconhecer isso, e vai dar o tratamento merecido e o aproveitamento que pode extrair de cada um, pois dentre estes existem aqueles que estão de fato em desenvolvimento e podem em menor ou maior espaço de tempo atingir este grau de conduta e uma capacidade de maior contribuição.

Existem Filhos que tratam uma Mãe de Santo e um Pai de Santo como uma madrasta ou um padrasto no sentido pejorativo, pois existem madrastas e padrastos melhores do que as próprias Mães e Pais.

Quando me refiro a madrasta, quero dizer sim, como alguns poucos encaram a Mãe de Santo, maior Firmeza em Terra de um Templo e uma Corrente Espiritual, e é por este motivo que ela fica imediatamente a frente do Congá, é a referencia em Terra da Espiritualidade, no que deve fluir dentro da Corrente, de todo o ambiente e em tudo que a Casa representa para a Espiritualidade no sentido da aspiração umbandista, é a firma da guia que une firmemente todas as contas mediúnicas que formam a Corrente. Ela traz com ela toda uma linhagem de Mães de Santo vinda de uma Mãe de Santo, e não algo inventado, fabricado, criado por um curso qualquer, ou da simples vontade ou interesse pessoal, do se entender capaz, sem o menor fundamento do que é o sentido da espiritualidade e seus objetivos dentro da Umbanda neste plano.

Uma Mãe é um Pai de Santo vêm feitos, vêm formados desde o berço espiritual, desde os planos espirituais, e será sempre assim, não vão brotar do nada, pois estes sucumbem em muito pouco tempo, por todos estes motivos, devem ser sim, respeitados com diferenciação, pois são criação de uma Espiritualidade de luz, que faz assentar neste mundo suas metas através de uma religião como a Umbanda, totalmente diferenciada em suas abordagens e seus propósitos de qualquer outra.

De fato a Umbanda é doação e caridade aberta a todos, mas engana-se quem diz ou acha que ela serve somente de UTI, seu propósito não é o socorro imediato, a cura ou solução imediata para problemas, mesmo porque espiritualidade não é imediatista e seu maior propósito é o reconhecimento do espírito, a mudança, a transformação e a formação espiritual de quem a procura, é dar sentido a vida do espírito na matéria e fora dela, é orientação, ensinamento, apoio, proteção e amparo na busca pela evolução espiritual, isso não se faz em uma UTI por melhor que ela seja.

O desapego a matéria e a si mesmo, isto sim é de fato, pois é a partir deste principio que se aprimora como pessoa, como Médium e como espírito, é a partir disso que se pratica uma caridade, sincera e isenta, uma doação consciente, que são os atributos, para se fazer melhor e atingir um grau de luminosidade espiritual mais intensa, dentro dos objetivos de Oxalá para cada um de nós em todo o universo habitado.

Filhos, como disse, não considerem isto nenhuma critica a vocês, mas sim o que há de fato dentro de um Templo, o que significa uma Mãe ou um Pai de Santo, uma hierarquia, o que significamos para a Casa e para a Espiritualidade, quando somos todos sérios, comprometidos e fieis a nossa vocação e aos desígnios da Espiritualidade de Luz que nos guia.

Somos todos passiveis de erros e equívocos, mas um comportamento malicioso e premeditado, será sempre uma grande decepção para todos inclusive para a Espiritualidade, muito mais pelo insucesso do próprio Médium em lidar com um dom tão especial quanto a mediunidade, quando se espera que pelo contrário fosse este Médium um caminho, uma oportunidade de prestar serviço e esclarecimentos a ele e a seus Irmãos, com os quais pode concordar ou não, mas que abre possibilidades de informação e troca de experiência sadias, intensa e proveitosa, de crescente entendimento sobre a recente realidade do mundo, da humanidade, e da nova conjugação espiritual frente as mudanças e transformações que vêm se operando sobre o universo. Uma forma religiosamente familiar dentro de uma Casa que é da Umbanda e de seu dono absoluto Oxalá, compreendendo de forma mais ampla e harmoniosa quais são Seus anseios para o mundo no qual vivemos e para nós, e o quanto podemos contribuir com Ele, como seus fieis seguidores, para que isso se estabeleça.

Texto escrito por Carlos Feitosa, Médium do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde em 12/10/2013