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Consciência da não continuidade do aprimoramento mediúnico após iniciado

Este texto retrata um alerta geral, para todos os praticantes na aplicação e no desenvolvimento da mediunidade dentro da Umbanda e dentro de um Templo umbandista como o nosso, que percebemos não está bem fundamentado ou é minimamente compreendido.

Não temos como calcular ao certo qual a extensão dos danos causados com a descontinuidade de uma jornada mediúnica já iniciada, o quanto isso irá comprometer o desenvolvimento mediúnico e tudo que o envolve. Por isso queremos deixar claro que deve haver e acreditamos que haja, muita coerência e bom senso na decisão de uma Médium em interromper seu trajeto mediúnico, pois o fator maior além de deixar de atender aos trabalhos dentro de um Templo, é principalmente, também interromper seu desenvolvimento sem uma maior ponderação ou mesmo uma alternativa de continuidade seja onde for. Interromper a atuação de suas Entidades que se moldaram, se preparam junto a uma Corrente espiritual que as acolheu para o exercício da doação em espírito em pró dos que necessitam, em pró da caridade que as permitirá o aprimoramento dentro do aprendizado indispensável para melhor exercerem seu papel de orientadoras, apoiadoras na emanação de energia, no auxílio aos Mentores do plano de Luz, no crescimento em busca do objetivo de sua própria luz, de um maior brilho que sempre será revertido no melhor atendimento as pessoas a quem elas servem, e a missão espiritual sobre o mundo a partir do Templo onde atuam, seja qual for sua função.

Todos dentro de um Templo tem papel relevante e fundamental para um perfeito sincronismo entre as atividades, no fortalecimento de cada trabalho realizado, no equilíbrio das energias que se propaga por todo o ambiente, por todos que lá estão, e que se reverte ao próprio Médium e a sua vida, a sua família e a todos em seus relacionamentos, seja de trabalho, social ou qualquer outro meio, desde que haja sempre o fator equilíbrio deste Médium.

Quando pensamos em nos desligar de um Templo de Umbanda onde somos parte de uma Corrente, temos que levar tudo isso em conta, com bastante responsabilidade e consciência dos efeitos de uma paralisação.

É um compromisso assumido que esta sendo quebrado e como disse, não somente com a Casa, mas principalmente com cada um, como Médium, com suas Entidades e com o compromisso que todos assumiram nos serviços que prestam a missão espiritual, de cada um e das pessoas que buscam o Templo para ampliar seus conhecimentos, aplacar suas dores e sofrimentos, dirimirem suas dúvidas, procurando se tornarem espíritos e pessoas melhores.

Estas coisas são muito sérias e não são levadas em conta com este grau de importância o que acaba comprometendo inclusive a vida do Médium e das Entidades, e não é porque a Espiritualidade ou as Entidades deste Médium ou do Templo irão fazer alguma represália, não é mesmo, mas sim porque o Médium deixa de se alimentar das ações diretas da Espiritualidade que se formou a sua volta permitindo que ele exercesse atividades mediúnicas, que fosse inserido em uma Corrente, sob o amparo de toda uma Espiritualidade de Comando, permitidos por Oxalá a exercer dentro da missão que lhe foi destinada a expansão da visão umbandista, abrigada em seu próprio íntimo e sobre o mundo, no auxilio aos necessitados na ordem material e espiritual, no resgate para um encaminhamento que os levem ao próprio Oxalá.

Eu espero que todos, mas principalmente Médiuns de uma Corrente, pois isso não é somente para Médiuns de uma Corrente, é também para frequentadores regulares, como Assistidos dos trabalhos de Gira e outros, que todos pensem muito bem nisso, que ponderem bastante. Podemos lhes dar uma série de exemplos de desenvolvimentos mediúnicos interrompidos e o que isso causou aos Médiuns, mas não podemos contrariar seu livre arbítrio e suas razões, porém temos por obrigação alertá-los para o que significada um trabalho mediúnico dentro do nosso Templo ou em qualquer outro, até mesmo dentro de um Centro kardecista.

Achamos que esta avaliação não é feita por vocês da forma que deveria ser, considerando todos estes aspectos, pois não é simplesmente um querer, uma vontade do Médium que a um momento existe e em outro deixa de existir, isso é uma grande responsabilidade, tem que haver de fato uma razão justificável, verdadeira, que pode ser compreendida, mas não um simples desinteresse seja qual for o motivo.

Nenhuma Entidade ou Espiritualidade é vingativa ou vai agir de forma a punir o Médium, o que vai fazer a diferença é o quanto o avanço mediúnico já se instalou em sua missão espiritual e o quanto sua interrupção vai representar de prejuízo para ela, para as Entidades, para a Espiritualidade, para os necessitados das ações destas Entidades e do Médium e consequentemente sem duvidas, para o próprio Médium.

Filhos, como disse, estas coisas são de uma grande seriedade, não é somente, vou entrar ou vou sair, isto envolve muito, mas muito mais coisas que não são visíveis ou conhecidas por nós, mas que serão sentidas ao longo do tempo. Um Médium que sai é sempre reposto e os trabalhos continuam, porém um desenvolvimento, uma missão mediúnica interrompida, não tem nada que a substitua dentro de um objetivo espiritual, o prejuízo é certamente dos maiores, as consequências podem ser sérias.

Isso se aplica também a ausências frequentes e sem a devida justificativa, quando em alguns casos são forjadas no intuito de enganar, mas um Médium que tem consciência do que representa uma Espiritualidade, de seu alcance e sua sabedoria, sabe que os reais e verdadeiros motivos são sabidos, o que depõe contra a seriedade do Médium, a quebra de confiança, e o quanto o Templo e seu Comando podem fazer uso de sua mediunidade, prejudicando suas Entidades que normalmente ao contrário do Médium são comprometidas e sofrem em desespero, vendo-se agredidas e prejudicadas, incapazes de qualquer ação, pois não podem interferir no livre arbítrio que leva a estes e outros comportamentos da mesma natureza, chegando ao ponto do maior prejuízo, terem que se afastar do Médium, colocadas em um estado de inércia, o que leva a interrupção de seu avanço espiritual. Isso poderia ser chamado de um crime a Espiritualidade, cuja pena irá variar de acordo com o prejuízo causado.

Tudo isso tem que ser levado em conta quando se entra para um Corrente de Trabalho Espiritual dentro de um Templo, todos estes valores devem ser considerados com bastante propriedade, com muita maturidade e consciência da escolha que está fazendo e do que o leva a fazer esta escolha. Integrar-se a uma Corrente tem e deve ser algo de muita ponderação e real sentido de compromisso e doação em pró de uma fé, de uma crença, de uma religião e do que ela representa aos olhos de Oxalá, como na Umbanda e aos olhos de quem a procura, buscando confiança, segurança, apoio, um porto seguro que o permita equilibrar-se e dar continuidade a vida. Vejam a importância de um Templo de Umbanda e sua Corrente mediúnica.

Ninguém, seja um Médium que ingressou na Corrente ou um Assistido, frequentador de um Templo umbandista é levado a ele por mero acaso, é uma oportunidade dada pela Espiritualidade para que encontrem um caminho, se identifiquem com ele e levem adiante a missão que lhe foi atribuída, em alguns casos desde outras vidas, no trabalho a ser desenvolvido ou na orientação e no conhecimento a ser recebido e disseminando com convicção e fé.

Este Templo, sua Mãe de Santo e seu Comando Espiritual, sempre respeitarão todas as decisões, e esta Casa vai estar sempre de portas aberta para receber a todos, sempre que precisarem ou quiserem estar lá, as Entidades vão sempre orientá-los da melhor maneira, como sempre fizeram e fazem a todos que as procuram.

Se em algum momento estiverem de fato convictos de uma decisão como essa, e com razões e motivos plenamente justificáveis, não para a Casa e nem para a Babá, mas para vocês mesmos e para a Espiritualidade, saibam que serão respeitados, mas tenham em mente que mediunidade exige continuidade, é como medicamento que se não tomado por algum tempo, resulta em debilidade do espírito, baixa resistência espiritual, sujeito as interferência e influências das doenças do espírito que se estende a matéria e ambos, espírito e matéria sucumbindo, leva ao flagelo total da missão neste mundo com efeitos e deformidades graves para as próximas encarnações. Um grande abraço a todos, e que Oxalá os abençoe e guie sempre seus passos, suas mentes e suas escolhas.

Texto escrito por Carlos Feitosa, Médium do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde em 11/10/2013.