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Aceitação

Na maioria das vezes temos mais facilidade de enxergarmos os nossos erros e fraquezas se comparados com os nossos acertos e qualidades. Por que será que isso ocorre?

É sempre mais fácil olharmos com olhar crítico e julgarmos as características que não gostamos em nós mesmos, então junto com tal olhar trazemos a nós energia de punição e logo queremos eliminar tais características que julgamos nos fazer sofrer.

 Ficamos com um pensamento muito comum entre umbandistas que é ‘a reforma íntima’, achamos que tal termo significa extinção de fraquezas e é aí que nos enganamos. Reforma íntima é o mesmo que transformar, renovar e como é possível fazer isso? Para transformar e renovar precisamos em primeiro lugar tomar consciência, ou seja, reconhecer que tais aspectos fazem parte de nós mesmos. Precisamos não só reconhecer como aceitar que é assim que estamos nesse determinado momento de nossa jornada espiritual.

O autoconhecimento (se conhecer) é o caminho da reforma íntima, ele é um processo difícil, mas necessário para nossa evolução.

Precisamos entender que viemos para esse plano, nessa encarnação, com uma história espiritual, de acertos e erros, de aprendizagens e resgates, precisamos compreender que todos nós, à sua maneira, estamos trilhando o nosso caminho que é individual e que jamais pode ser comparado com o outro. Cada um está em um momento e grau de evolução, mas uma certeza podemos ter: temos sim muitas fraquezas para serem trabalhadas e melhoradas. Entretanto, muitos já partem para a parte do ‘melhorar’ e esquecem-se do passo anterior, aceitar.

Precisamos aceitar o fato de que somos imperfeitos, de que muitas vezes o que julgamos no outro se encontra justamente em nosso íntimo, de que sentimentos como raiva, ódio, inveja, ganância, culpa, tristeza fazem parte de nossa personalidade. É claro que estamos aqui justamente para aprendermos e estamos tendo a oportunidade de evoluir, uns conseguem aproveitar tal oportunidade, outros nem tanto, mas a oportunidade é dada a todos.

Por isso, em primeiro lugar temos que aceitar quem somos, da forma como estamos nesse determinado momento, aceitar que teremos dificuldades, limitações, mágoas, crises, assim como qualidades, vitórias e prazeres, a nossa vida, nesse plano, ainda é movida através desses opostos, que na realidade de complementam e que formam o todo. Saibamos viver com totalidade, no todo de nosso ser, mesmo que esse todo contemple aspectos que não gostamos, e que até nos assustam ao percebermos que fazem parte de nós. Tais aspectos não são negativos, como gostamos de chamar, defeitos, não, prefiro percebê-los como características que estão menos evoluídas e que necessitam de aprimoramento. Se não tivéssemos tais características não necessitaríamos mais de encarnações e poderíamos viver em um plano muito mais elevado do que o nosso. Não é o nosso caso (ainda), temos que aceitar que estamos aqui justamente para lidar com nossas fraquezas, com os erros de nossos próprios espíritos e que na realidade é essa a dádiva da encarnação.

Se não consideramos e não aceitamos como somos, jamais poderemos evoluir, melhorar, nos aprimorar. E melhorar e evoluir não significa não ter mais aspectos que não gostamos, mas muitas vezes é saber lidar, aceitar que tais aspectos fazem parte de nossa jornada e que trabalharemos para aprimorá-los, transformá-los, porém precisamos antes aceitá-los.

Muitos sofrimentos psicológicos advêm do julgamento e autocobrança que nós mesmos temos em relação aos nossos atos e pensamentos, tal conduta traz uma enorme energia de peso contra nós mesmos. Dessa forma, o primeiro passo é transformar esse peso em leveza, é mudarmos a maneira com que nós nos relacionamos com nós mesmos. É aceitar como somos e valorizar cada esforço que fazemos durante nosso dia para que possamos evoluir. É não cobrarmos tanto referente ao que não fizemos, mas valorizar o que já realizamos, é focar na harmonia entre nossa mente, emoção e corpo, é trazer a nós o sentimento de gratidão. Gratidão ao nosso Pai em primeiro lugar por nos conceber a vida e nos dar a oportunidade da encarnação, mas é também agradecermos a nós mesmos por tudo que fazemos e por todos os nossos esforços diários na realização de nossas metas e anseios.

Às vezes nos esquecemos do poder interno que temos, do poder de cura espiritual que podemos emanar em prol de nossa saúde. Deixamos muitas vezes na mão de nossos Mentores as respostas de nossas angústias ou a reenergização de nosso espírito. É claro que Eles nos auxiliam nesse processo, mas tão facilmente esquecemos-nos do poder e da luz que cada um de nós tem, podemos utilizar de nossa energia para nos reequilibrarmos, basta reconhecermos que tal energia existe e que podemos utiliza-la em prol não só de nossos irmãos, mas de nós mesmos.

Uma Mentora muito sábia uma vez me disse que há dentro de nosso psiquismo mecanismos de autorregulação, e que uma característica que avaliamos como negativa em nós mesmos sempre tem a sua característica complementar, que serve justamente para regular e restabelecer a nossa homeostase espiritual. Ela mesma me lembra de que precisamos nos valorizar, de que precisamos parar de projetar nos outros toda a responsabilidade do nosso mal-estar e a recuperação de nossa saúde. É claro que os Mentores, amigos, familiares estão aqui (como nós estamos para eles) para auxiliar em nossa caminhada, mas a responsabilidade é sempre nossa.

Vamos nos aceitar mais, assim podemos entrar em harmonia e evitar levar a nossa vida tão pesada com tanta cobrança e travando uma batalha com nós mesmos cobrando sempre o que achamos que precisamos e o que achamos que o outro pensa de nós, vamos primeiro focar no que nós queremos, no que nos traz satisfação, no que é a verdadeira felicidade para nosso espírito, vamos aprender a nos relacionar conosco com leveza e amor, só assim podemos aceitar o momento em que estamos vivendo e valorizar cada aspecto de nós mesmos, para assim quem sabe em um próximo passo podermos fortalecer nossa personalidade e aprimorarmos o nosso espírito.

Sejamos felizes! Esquecemos que a felicidade (a real felicidade) é o maior remédio contra os adoecimentos psíquicos.

 

Mensagem escrita por Isadora Di Natale Nobre, inspirada pelos ensinamentos da Mentora Dra. Catarina.