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Que médium sou eu?

 

Em qualquer Terreiro de Umbanda ou Casa Sagrada em que ocorram atendimentos e trabalhos religiosos a dinâmica de organização e rotina envolvem pessoas. Quando isso ocorre podemos contar com algumas características que fazem parte ainda do desenvolvimento humano e que estão impregnadas à faixa vibratória em que nos encontramos aqui na Terra, ou seja, que estão presentes em nossa forma de ser e viver no mundo. São elas:

- Soberbia/Arrogância

É o médium que acha que tem mais valor que o outro seja por sua função na corrente, seja por incorporar um Mentor de Luz específico, por ações que resultaram em êxito no trabalho espiritual, seja por seu tempo de experiências mediúnicas ou mesmo por ter títulos, condição financeira ou intelectual ou qualquer outro atributo que ache importante.

É o médium que tem a vaidade e o orgulho enaltecidos, desenvolvendo uma postura de desvalorização do outro, pois aos seus olhos ele sempre é o melhor, o mais capaz e o imprescindível aos andamentos dos trabalhos.

 

- Hipocrisia

É o médium que fala uma coisa e faz outra, concorda com as normas, porém suas ações são exatamente contrárias ao seu discurso. Ele engana, finge, é desleal, possui uma postura dissimulada, muitas vezes apontando nos outros os seus próprios erros. Aqui se inclui o médium que possui uma determinada postura dentro do Terreiro e uma totalmente diferente fora dele, ou seja, ‘façam o que falo, mas não o que faço’.

- Desrespeito

É o médium que tem a insubordinação como postura em seu trabalho, falta-lhe educação ao tratar com os outros, não consegue acatar regras e cumprir o que foi combinado. Não sabe lidar com ideias contrárias as suas, dessa forma, ao invés de tentar argumentar e dialogar para se chegar a um acordo, despreza a opinião alheia, muitas vezes a ridicularizando e insultando, o que leva a confrontos agressivos e desnecessários. A fofoca e o julgamento alheio podem ser também fontes de desrespeito. 

- Passividade/Acomodação

É o médium que se acomodou em suas ações, preferindo ficar em sua zona de conforto. Concorda com todos para não ter mais responsabilidades que envolva tomada de decisões, criatividade, mudanças de postura, envolvimento e cooperação na organização dos trabalhos. Dessa forma, sua postura é de desresponsabilização pelo que ocorre à sua volta. Ele acha que só a sua presença é suficiente para o seu progresso espiritual. Não busca novos desafios, nem contribui com o desenvolvimento do Terreiro.

- Ignorância

É o médium que foge das novas experiências e oportunidades. É o que não busca conhecimento e desenvolvimento, se apoiando muitas vezes em conceitos falsos ou inverdades, pois acredita no que lhe foi passado, sem verificar sua procedência, ou mesmo mantém seus conceitos que eram verdadeiros há tempos, porém não dizem mais respeito ao contexto presente. Dessa forma, não busca renovar-se. Não quer dar um passo a mais, acha que tudo o que tem e sabe já basta, ou mesmo tem medo de expandir e ampliar os seus conhecimentos e saber. 

- Ciúmes/Inveja

É o médium que tem ciúmes e inveja do outro, por querer ter ou ser o que o outro tem ou é, se colocando em uma postura de rivalidade. Dessa forma, se põe em constante concorrência com o outro, isso ocorre muitas vezes por um rebaixamento de autoestima e dificuldade em se valorizar. Ao invés de enaltecer a qualidade do outro que ele tanto preza, ele sofre por sentir que não a possui, provocando nele um pesar e um sentimento de dor; não consegue desenvolver tal qualidade e sente-se incomodado com o outro.

 - Inflexibilidade mental

É o médium que não tem a capacidade de se adaptar frente às novas demandas do meio, portanto possui uma postura irritadiça e exaltada frente a qualquer mudança que se apresente. Ele é inflexível e rígido em seus pensamentos e atitudes, muitas vezes projetando no outro suas frustrações e dificuldades, o que pode gerar ódio e intolerância. 

- Medo/Insegurança

É o médium que não tem coragem de aceitar o desconhecido, de aceitar o seu dom, de enfrentar os obstáculos que encontra no caminho e expandir seu próprio eu. Dessa forma, opta sempre por caminhos sem riscos, da mesma forma, não consegue permitir se aprimorar em suas qualidades mediúnicas. Tem dificuldade em confiar nas pessoas e Mentores que estão ali para ajudar a desenvolver os seus dons.

- Indiscrição

É o médium que possui uma postura indiscreta, querendo aparecer e exacerbar suas qualidades como médium no sentido aparente, seja em quantidade e qualidade de guias, roupas e acessórios espalhafatosos, incorporação de dezenas de Entidades, sem contextos específicos, podendo incorporar em qualquer ambiente, não consegue controlar sua sensibilidade mediúnica, o que evidencia seu descontrole e desequilíbrio.

- Abuso de poder

É o médium que tem dificuldades emocionais para concretizar seus desejos, portanto se utiliza da incorporação das Entidades ou qualquer outro instrumento de poder (hierarquia, função) para satisfazer suas vontades pessoais. Pode culminar em diversos tipos de assédios, sejam eles morais, sexuais entre outros. 

- Perfeccionismo

É o médium que vive na idealização das coisas, não consegue trazer seus pensamentos e ideias para a realidade, pois a realidade nunca é suficientemente perfeita como a que foi criada em sua mente. É aquele que tem um alto grau de cobrança, seja do outro, seja dele mesmo e, dessa forma, se frustra constantemente, pois nunca está satisfeito com os resultados encontrados.

- Devaneios 

É o médium que vive na poesia, na fantasia do mundo espiritual, tendo dificuldade em se adaptar a realidade da vida material. Não assume as responsabilidades devidas da Casa, seus problemas reais, pois não consegue aceitar as dificuldades e obstáculos da realidade, dessa forma, encontra-se paralisado em seu mundo imaginário (excessos de sonhos e fantasias). 

- Desconcentração/Desatenção

É o médium que não consegue se concentrar devidamente durante os trabalhos. Não possui a capacidade de se abster dos inúmeros estímulos irrelevantes que estão no ambiente ou nele próprio, não consegue se desligar de seus problemas pessoais, se distraindo facilmente, não consegue estar conectado com sua função de trabalho e as necessidades da corrente. Não consegue concentrar seus sentidos (visão, audição e etc.), assim como a mente e a alma no trabalho realizado.

- Falta de acolhimento

É o médium que não consegue se disponibilizar emocionalmente ao acolhimento do outro, ou seja, tem dificuldade para desenvolver a capacidade de empatia, seja no trato com os irmãos de dentro da corrente, seja com os consulentes. Não consegue se permitir o trabalho de ter a escuta e o acolhimento ao sofrimento ou ao desconhecimento de informações do outro, muitas vezes se colocando impaciente ou desrespeitoso frente ao outro. Não consegue perceber que o trabalho de caridade vai muito além de sua função dentro da gira.

 

Todos nós, em maior ou menor grau, consciente ou inconscientemente, podemos ter atitudes como essas, por isso é necessário um exame de consciência, uma reflexão sobre esses itens, para nos identificar e reconhecer quais são as características que estão nos paralisando e nos impedindo de realizar nossa tarefa como médiuns de uma Casa Espiritual. 

Vamos nos desafiar a iniciar o ano com ânimo e comprometimento com a nossa reforma íntima, como as Entidades sempre nos orientam, sejamos a diferença que queremos no mundo, comecemos por nós mesmos.

 

 

Texto de Isadora, Rossana e Lucinda Di Natale (21/01/18).