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MEUS VOTOS DE FIM DE ANO: EM 2019 SEJA MAIS NATALINO!

Propositadamente e fugindo um pouco das tradições, envio meus votos de fim de ano após o Natal. Faço isso pelo simples motivo de as pessoas serem “bombardeadas” de mensagens de Natal antes do feriado, fazendo, felizmente, com que elas reflitam, mesmo que a curto prazo, sobre o dia 25 de dezembro. Muitas mensagens são lindas, realmente nos acrescentando algo. Outras, mais simplórias, apenas nos desejam um Natal feliz, tendo também o seu valor. Porém, são tantas mensagens, tantos dizeres, que mesmo palavras simples como “Boas Festas” entram em nossa mente e lá se instalam, fazendo com que, mesmo que inconscientemente, as pessoas busquem uma noite de Natal repleta de paz. “Feliz Natal” escrito em anúncios, “Boas Festas” em ônibus, novelas e propagandas falando sobre fim de ano, filmes dessa época... tudo isso cria em nossas mentes uma necessidade inconsciente de termos um Natal realmente feliz.

 

Ótimo! Isso realmente é muito bom e falo isso isento de qualquer ironia. Basta reparar o quanto você se esforçou para ter uma noite agradável. Comprou presentes, preparou a comida, escolheu uma roupa bonita... Mesmo que estivesse pensando ser uma obrigação comprar presente para tal pessoa ou para tal parente, até porque você irá trocar presentes... “Vou comprar uma lembrancinha” e quando se vê comprou um presente bacana. Mesmo que fazendo a contra gosto ou por “obrigação” você estava, inconscientemente, almejando um Natal feliz. E de fato você o teve. Se deslocou até a casa de algum parente, por vezes reclamando ou preferindo estar com outras pessoas naquela noite, mas foi. Foi e comeu bem, deu risadas, trocou presentes, relembrou de histórias do passado, de entes queridos que já desencarnaram, contaram histórias, recordaram de outros Natais (os quais também foram felizes, assim como está sendo o do presente), fez piadas, abraçou, beijou, orou à meia-noite, sorriu, fez a piada do “sentar no colo do papai noel”, brincou de trocar as sacolas dos presentes, alguns fizeram amigo secreto...

Quanta coisa... Quanta alegria... E a noite de Natal foi feliz, na mesma proporção em que foi rápida. Despede-se na madrugada, acorda alguém que dormiu no sofá, espera alguém procurar o tênis ou celular, entra no carro e volta pra casa pensando o quanto a noite foi boa e o quanto as “obrigações” se transformaram em prazer. Cansado, deita na cama com o estômago cheio de tanto comer e com a mente cheia de tanto sorrir... Algumas famílias se reunem novamente para almoçar no dia seguinte e as cenas se repetem.

Porém, passa-se o Natal, chega o dia 26 de dezembro e tudo isso é esquecido. Em poucos dias volta-se a pensar mal das pessoas, conviver com alguns parentes volta a se tornar obrigação, encontrar algumas pessoas volta a ser desconfortável... Tudo volta, assim como o Natal voltará no ano seguinte, na mesma época e as cenas acima se repetirão. É uma pena que para algumas pessoas o Natal dure apenas um dia. É uma pena que as pessoas se esforcem para ter uma noite feliz apenas por um dia durante o ano. Triste que o bombardeio atinja a mente do ser humano apenas quando há interesse econômico por trás, a venda de presentes.

Ah se o Natal durasse um ano, como o mundo seria melhor.

Ah se as pessoas esquecessem mágoas para ter dias felizes.

Ah... O que no início seria um suplício, uma obrigação, no final foi uma alegria, um prazer. “Que noite gostosa... O Fulano é um barato mesmo, né?!”. Sim, o fulano é um cara bacana, o mesmo fulano que você teve que comprar um presente por “obrigação”, aquela “lembrancinha”, lembra? Pois é, quantas risadas vocês deram juntos nesse Natal feliz... Aquela pessoa que seria extremamente desconfortante ter que conversar ou até mesmo cumprimentar passou a ser “uma pessoa boa, que tem os seus problemas... Coitadinha dela...”. A obrigatória troca de presentes renderam boas risadas, mesmo que com as mesmas piadas de todo ano. Foram risadas!

À meia-noite os abraços foram sinceros, as lágrimas foram puras, com uma mistura de alegria, emoção e saudade daqueles que se foram. No fundo, as lágrimas foram de saudades do passado, do passado alegre, do passado em que não havia essas obrigações, do passado das viagens, das aventuras, do passado das crianças... Saudade dos tempos bons, dos tempos do passado... Assim como largaram-se as memórias boas no passado, largam-se os princípios do Natal no passado dia 25 de dezembro... E pelos próximo 364 dias, até o Natal seguinte, esquece-se que o Fulano é um cara bacana e que pessoas com problemas realmente têm problemas. Traz-se de volta ao dia-a-dia a obrigação da convivência, a desconfortável convivência. O presente que antes era bom agora já não o é tão assim, até porque “esse presente só podia ter vindo daquela pessoa mesmo...”. Por orgulho, por conforto ou mesmo por birra o ser humano traz de volta ao seus sentimentos o repúdio a certas pessoas, as mágoas sobre acontecimentos passados (por vezes fatos simples que nem mereciam destaque), o rancor de erros cometidos no passado, os quais, segundo os SEUS conceitos, são imperdoáveis.

Volta-se à rotina das obrigações e esvazia-se a mente dos bons sentimentos. Por alguns dias as boas sensações da feliz noite de Natal ainda prevalecem nos pensamentos das pessoas, mas logo o ego as expulsa.

Agora, cabe algumas perguntas: Por que tanto esforço para se ter uma boa convivência apenas no Natal? Por que não assumir que a noite de Natal foi tão boa quanto as histórias do passado e buscar isso mais vezes durante o ano? Por que não esquecer mágoas mais vezes? Por que carregar rancor por tanto tempo e deixá-lo de lado apenas no Natal? Por que? Por que o “espírito” de Natal acaba no Natal? Pare pra pensar o quanto as boas sensações do Natal lhe fizeram bem nesses últimos dias... E antes de pensar o que vai fazer no ano novo, se vai comer lentilhas, uvas, pular ondas, vestir cueca ou calcinha novos, vestir branco ou colorido ou trocar a folha de louro da carteira, reflita sobre o que você realmente deseja para o ano que vem.

Não falo em refletir sobre ler mais livros, comer mais frutas, entrar na academia, estudar mais, trabalhar menos... Falo em duas opções: ter um Natal por ano ou ter um ano de Natais. Deseje coisas boas, mas deseje de verdade. Não pule ondinhas pensando em “saúde”, não engula a lentilha pensando em “dinheiro”, não ponha sete uvas na boca pensando em “paz”. Deseje algo verdadeiro, não se deixe dominar por clichês. Se for pular ondas não dê tanta atenção a quantas ondas já foram e sim sinta a água do mar bater em seus pés e peça a Deus, a Oxalá, a Iemanjá (seja qual for sua crença naquele momento) que as ondas levem de ti todo aquele rancor que carregara durante o ano inteiro, que limpe seus pensamentos de índoles negativas, que leve para o fundo do mar todas as suas mágoas.

Olhe para o céu e peça que a Lua ilumine seus momentos de escuridão, seus deslizes, e que as estrelas lhe guiem sempre para o melhor caminho da vida.

Se estiver onde há queima de fogos, feche os olhos e sinta como se algo estivesse explodindo dentro de você, que todos os sentimentos negativos contra si e contra outras pessoas queimem e deixem de existir dentro de você no ano que entra, libertando-o desses empecilhos da vida. Que cada novo estouro liberte dentro de você sentimentos de paz, de alegria, que estoure dentro de você sua criança.

Deseje de verdade.

Deseje, antes de tudo que você consiga deixar de lado o seu orgulho, que você consiga assumir seus erros. Não use apenas roupas íntimas novas, “use” condutas novas.

Permita-se, no ano que entra, ser mais humano. Assuma suas condutas com plena consciência de suas consequências, sejam elas a curto ou a longo prazo. Entenda que frente a adversidades da vida a culpa nunca está apenas de um lado e que para que a situação se resolva a humildade deve reger o primeiro passo.

Deseje que nesse novo ano você tenha mais noites de Natal e vá em busca disso.

Reconheça o quanto o último dia 25 lhe fez bem e esforce-se para tal. Tenha a humildade de buscar mais Natais, deixando de lado o que seu ego diz. Deseje mais noites de Natal às pessoas.

Durante todo o ano troque sentimentos, seja criança, seja puro e verdadeiro. Traga de volta a magia das histórias do passado e crie novas alegrias no presente, para que em um futuro próximo você tenha mais histórias do passado para relembrar.

Em 2019, seja mais natalino!

 

Pelo médium Ricardo Moreno.